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Timbeter na COP30: Apoio à transparência florestal por meio de ferramentas digitais práticas

3 de dezembro de 2025
Timbeter na COP30: Apoio à transparência florestal por meio de ferramentas digitais práticas

A COP30 (10–21 de novembro de 2025), realizada em Belém, Brasil, foi um momento importante para a Timbeter estar presente e engajada na ampla conversa sobre florestas que ocorreu durante o evento. Com a Amazônia como pano de fundo, o tema florestal naturalmente ganhou destaque — especialmente em eventos paralelos, reuniões do setor e encontros com parceiros. Nossa CEO Anna-Greta Tsahkna e Selma Vasconcelos, da Timbeter Brasil, passaram duas semanas no local reunindo-se com governos, ONGs e atores da cadeia de suprimentos. E um ponto ficou muito claro nessas conversas: as expectativas para a gestão florestal sustentável estão cada vez mais vinculadas a dados mensuráveis e verificáveis — não apenas a compromissos no papel.

O que a Timbeter fez na COP30

Um dos encontros mais importantes para nossa equipe foi com representantes do Estado do Amazonas. O foco: ampliar soluções digitais que promovam transparência florestal, resultados de sustentabilidade verificados e comércio responsável de madeira. Para o Amazonas, trata-se de proteger o valor da floresta enquanto mantém a silvicultura legal viável. Para a Timbeter, isso está alinhado ao que construímos todos os dias — ferramentas que permitem aos operadores mostrar o que está acontecendo na floresta e no pátio, não apenas descrever.

Anna-Greta resumiu bem em Belém: parcerias como essa aceleram iniciativas ambientais ao colocar tecnologia prática dentro dos fluxos reais de trabalho florestal.

Timbeter na COP30: Apoio à transparência florestal por meio de ferramentas digitais práticas

Timbeter na COP30: Apoio à transparência florestal por meio de ferramentas digitais práticas

Resultados da COP30 que importam para o setor madeireiro

A COP30 foi amplamente caracterizada como uma “COP das Florestas”, embora tenha recebido críticas por não avançar o suficiente em mecanismos de fiscalização. Mas para os operadores florestais, a direção ficou evidente: mercados e financiadores estão migrando de promessas para desempenho verificado.

Aqui estão os resultados mais relevantes para as cadeias de suprimentos de madeira:

1) Novo financiamento florestal vai recompensar resultados verificados

O Brasil lançou o Tropical Forests Forever Facility (TFFF) — um fundo de longo prazo que pretende mobilizar até US$ 125 bilhões e remunerar países tropicais com base em resultados comprovados de conservação e manejo sustentável.

Por que importa: o financiamento está se conectando diretamente a evidências auditáveis. Números prevalecem.

2) Construção com madeira responsável recebeu apoio oficial

A Agenda de Ação da COP30 incorporou os Princípios para Construção Responsável em Madeira dentro do Building for Forests Acceleration Plan, promovendo construções de baixo carbono com madeira, mas exigindo madeira legal e sustentável.

Por que importa: haverá mais demanda por madeira, mas somente se a origem e a escala resistirem ao escrutínio.

3) Financiamento para a Bacia do Congo mostra que a transparência é uma exigência global

A Declaração de Belém pelas Florestas da Bacia do Congo comprometeu mais de US$ 2,5 bilhões em cinco anos para proteção e cadeias de valor sustentáveis.

Por que importa: manejo florestal baseado em evidências não é um tema exclusivo da Amazônia.

4) Direitos indígenas permaneceram centrais

A COP30 destacou que segurança fundiária e repartição de benefícios com comunidades indígenas continuam essenciais para manter as florestas em pé.

Por que importa: compradores verificam cada vez mais a legitimidade social além da legalidade.

5) O ponto ausente: nenhum plano global para zerar o desmatamento

Apesar de reiterar a meta de desmatamento zero até 2030, a COP30 não chegou a um plano concreto de fiscalização.

O que isso significa na prática

Após Belém, as equipes florestais devem esperar um “padrão de comprovação” mais elevado:

  • Medição precisa em cada ponto de transferência (beira da estrada → terminal → serraria).
  • Classificações rastreáveis vinculadas à origem.
  • Registros transparentes, com carimbo de data e hora, para auditorias e acesso a mercados livres de desmatamento.
  • Relatórios simples, construídos a partir de dados reais de campo — não planilhas refeitas depois.

É exatamente aqui que a Timbeter contribui. Nossa medição por foto com IA oferece a operadores e compradores volumes consistentes de pilhas de toras e pátios de serrarias, além de um rastro digital que apoia confiança, reduz disputas e evita transportes desnecessários — um ganho operacional e de sustentabilidade.

Também estamos desenvolvendo um protótipo digital de inventário florestal para estimar DAP, área basal, árvores por hectare e estoque de crescimento automaticamente (observação: atualmente em fase piloto). As conversas na COP30 reforçaram a urgência do setor por métodos de inventário repetíveis e orientados por dados.

Timbeter na COP30: Apoio à transparência florestal por meio de ferramentas digitais práticas

Próximos passos

Se a COP30 deixou algo evidente, foi isto: o futuro da atividade florestal pertence aos operadores que conseguem comprovar sustentabilidade com números confiáveis.

Quer fazer parte dessa mudança? Fale com nossa equipe sobre a solução de silvicultura digital da Timbeter.


Veja em ação

As primeiras 10 medições são gratuitas. Não é necessário cartão de crédito.